A televisão e o pássaro aleatório
Eu tinha reclamado cedo demais de não ter ganhado nada de aniversário dos meus pais. Dia 26/10, cheguei da escola bastante animado por motivos aleatórios e a minha mãe me mostrou uma grande caixa de papelão com uma ilustração cinzenta que lembrava levemente uma televisão LCD 26”. “É pro teu irmão também”, ela disse. Foda-se, o que importa é jogar Soul Calibur IV em HD no meu quarto, e não na sala. JIGGLIN DIGITAL BOOBSH
Enquanto estava instalando o televisor novo, minha mãe chamou para ir na sacada e me apontou o chão. Uma massa esférica escura estava pulando semi-aleatoriamente. Eu me aproximei a consegui distinguir a forma de um filhote de pássaro serelepe. Segundo a vizinha doida que tem DEZENAS de pássaros no apartamento, era uma andorinha.
Após desviar de suas tentativas de bicadas, consegui pegar o bicho. Ele se acalmou e eu dei uma olhada nas asas, patas, etc, para ver se não estava machucado. Não parecia, mas também considerei muito novo para saber voar. Tentei largá-lo de uma pequena altura e ele se agarrou com todas as forças na minha mão, e não bateu as asas. Meh.
Com a ajuda da vizinha louca, nós forramos uma caixa com algum material bacana que imitava palha para fazer um ninho e tentamos alimentar o bicho com ementes, pedacinhos de carne, formigas, yaddayadda. Ele recusou tudo.
Mais tarde naquela noite fui dormir e, na manhã seguinte, minha mãe me acordou dizendo que a andorinha tinha morrido. “Puta merda, que azar”, eu disse. Se pelo menos ele tivesse comido alguma coisa ):
Relacionando com o primeiro jogo que eu testei na TV quando instalei o meu Xbox nela, resolvi chamar o falecido pássaro de Altair. Que sua honra, glória e qualidade de penas viva para sempre na alma do meu canário de mais de uma década, o Pavorotti. VIVA.
Ah, se eu não fosse um sentimental idiota. Bom, vamos lá matar gente aleatória no Gears of War 2.


